segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

INFORMES E DELIBERAÇÕES DO XIII CONGRESSO DA FIST

- Presença de 87 pessoas no primeiro dia e 55 pessoas no segundo dia.

- Jair Baiano fez autocrítica dos erros cometidos. Por isso, foi readmitido no movimento.
- Foram homenageados José Bezerra e a República Bolivariana da Venezuela, representada pelo Consulado Geral do Rio de Janeiro.
- Aliança prioritária com a Aldeia Maracanã.
- Corte das ocupações que não seguirem o Regimento Interno.
- Intervenção popular, já! Preparar a greve geral.
- Oposição aos governos de Crivella, Witzel e Bolsonaro.
- Reeleita, por unanimidade, a coordenação da FIST: Bárbara, André, Cláudio, Andreia e Pedro Paulo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

NOTA DA FIST SOBRE A MANIPULAÇÃO GROSSEIRA DA REDE GLOBO EM EVENTO DE APOIO À VENEZUELA



Usando imagem de militantes da Frente Internacionalista dos Sem Tetos ( FIST) e outros movimentos sociais como se fossem contra Maduro quando, na verdade, estavam ali, amplamente majoritários, na porta do Consulado a favor da democracia que existe no país bolivariano, a Globo mais uma vez distorce, falseia e mente a respeito da verdade dos fatos.

A FIST sempre defendeu o processo eleitoral na Venezuela desde o saudoso comandante Hugo Chávez que dá nome a uma ocupação localizada no Catete. A Venezuela, inclusive, será homenageada no XIII Congresso do nosso movimento que ocorrerá nos próximos dias 12 e 13 de janeiro (sábado e domingo) no Sindicato dos Petroleiros ( SINDIPETRO-RJ).

O ex-Presidente Carter dos Estados Unidos afirmou que o processo eleitoral na Venezuela é o mais limpo do mundo. Realmente, o eleitor passa por biometria, votando eletronicamente e no papel. E há auditoria de todas as eleições.

Foram vinte e três as consultas ao povo desde que o chavismo ascendeu ao governo, fazendo com que a Venezuela seja um dos países mais democráticos. Apesar disso, tem de haver ainda um aperfeiçoamento, pois a oposição endinheirada e direitista controla a maioria da comunicação e teve muito mais tempo que o chavismo na grande mídia, além de esconder comida para causar fome no povo e consequente descontentamento.


A nova Constituinte foi a pá de cal nas pretensões da burguesia venezuelana golpista e fator determinante para a gestação do socialismo em marcha que enfrenta, ainda, as sanções econômicas, pois os Estados Unidos não toleram que qualquer país seja livre.


Cessaram as manifestações terroristas. Alguns alimentos estocados pelos empresários estão sendo encontrados, confiscados e distribuídos para o povo. Sim, porque cada vez mais o protagonista é o “povo lascado”, trabalhadores, camponeses, indígenas, idosos, estudantes, deficientes físicos, entre outros que junto com os partidos dão a direção na condução do país. Estão armados e em estreita relação com as forças armadas bolivarianas, patriotas e socialistas.


Com estes Conselhos Comunais o povo pobre passa a ter cada vez mais atendimento médico gratuito nos bairros onde moram, apesar de muitas vezes faltar medicamento, devido ao embargo norte-americano, direito ao estudo gratuito desde o primário até a universidade, com constantes aumentos de salário acompanhando a inflação. Diversifica-se a produção para sair da dependência exclusiva do petróleo, que tem na Venezuela a maior reserva do mundo. Por isso, a cobiça sobre este país e a campanha difamatória para justificar, depois, a invasão e o roubo do petróleo como fizeram no Iraque, Líbia e tentaram fazer na Síria.


Nos Estados Unidos, país que quer servir de exemplo para o mundo, nem 50%(cinquenta por cento) da população participam do processo eleitoral que é indireto. Não há voto universal para eleger o Presidente. O povo não tem qualquer mecanismo de participação na ditadura dos partidos Democrata e Republicano. Na Venezuela, que também não tem voto obrigatório, a maioria da população votou, optando a maioria por Maduro.


Os venezuelanos, que tinham dado um voto de confiança na oposição, quando esta elegeu a maioria para a assembleia nacional, ficaram chocados com os protestos violentos que a direita fez queimando pessoas vivas e trancando ruas durante quatro meses.


Se Lula e Dilma tivessem feito o que fez Chávez e faz Maduro não teriam caído. A aliança tem de ser feita é com o povo e não com figuras sinistras, direitistas e corruptas o que acabou nos levando para o golpe e para o caos em que vivemos com a eleição do fascista Bolsonaro.


Exigimos da Globo a imediata correção ou o direito de resposta sob pena de levá-la às barras dos tribunais por distorção absoluta da verdade.

André de Paula é advogado da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) e membro da Anistia Internacional.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

O P I N I Ã O - AS INCOMPARÁVEIS GLÓRIAS DO AMÉRICA FOOTBALL CLUB





André de Paula

Já fui torcedor fanático, porém me conscientizei de que futebol é diversão, não pode ser “ópio do povo” nem estar acima da luta por uma sociedade igualitária.

Destaco, abaixo, alguns pontos da trajetória do meu glorioso clube rubro, o “Fita Azul” do Futebol Brasileiro, que foi fundado em 18 de setembro de 1904.

Quando não havia Mundial de Clubes (1959), realizou 13 jogos invictos na Europa e mais 4 na América Latina, num total de 17 partidas sem perder, sob o comando de Yustrick, tornando-se “Fita Azul”. O América foi o primeiro clube brasileiro a jogar no exterior.

Em 1949, venceu a Seleção do Chile por duas vezes. Vencedor de torneios internacionais, como o de Nova York (1962), dois na Colômbia, o Torneio Negrão de Lima, no Brasil, e um Torneio Internacional na Espanha. Vingador do Futebol Brasileiro ao vencer o Uruguai em 1951, no Estádio Centenário, Campeão dos Campeões em 1982, título nacional, e vencedor da Taça dos Campeões Interestaduais Rio-São Paulo (1936), título interestadual. Primeiro Campeão da Guanabara (1960), conquistou a Zona Sul da Taça Brasil (1961), Campeão do Centenário em 1922, além de outros cinco títulos cariocas. Ganhou do Botafogo de 11 X 2 em 1929, em repetição de jogo anterior contestado pelos botafoguenses e os aspirantes do América já venceram os titulares do Vasco por 5 X 1.

O mais prejudicado pelas arbitragens e conchavos, excluído do Campeonato Nacional sem ter sido rebaixado, num autêntico jogo de tapetão, foi “garfado” em vários Campeonatos e Taças. Sempre foi prejudicado pelo voto plural quando a maioria dos clubes cariocas não significava a maioria dos votos. Depois, em virtude da briga do presidente do clube com o presidente da Federação Caixa d’Água continuou sendo prejudicado pelas arbitragens a mando do presidente da Federação. Em 1916 não foi campeão invicto, pois um torcedor do Andaraí, ausente o juiz, foi escalado como árbitro, deixou de dar vários pênaltis a favor do América e anulou vários gols, saindo o Andaraí vitorioso por 1 X 0.

É o clube mais simpático, em virtude de vários acontecimentos históricos: pôs fim à desavença entre Flamengo e Botafogo, unificou com o Vasco o Campeonato Carioca, ganhando a Taça Clássico da Paz, disputada com o clube cruzmaltino que ainda não nos devolveu a taça conquistada. Certa feita, Belford Duarte, capitão do América, foi ao juiz para dizer a este que o lance  que beneficiou o América  foi ilegal, fazendo com que o juiz voltasse atrás.

Até a década de 40, era a maior Torcida do Rio.  Em 1957 figurou à frente de todos os times em popularidade, em concurso promovido pelo Relógio Longines.

O Flamengo ficou sete anos sem nos vencer e vencemos dois campeonatos em cima do Fluminense e um em cima do Botafogo.

É o clube com mais homônimos, no Brasil existindo 33 Américas, sendo que o Americano de Campos e o rubro-negro Clube Atlético Paranaense também nasceram do América (o Atlético é a união do Internacional preto com o América vermelho).

Tivemos 58 jogadores convocados para a Seleção Brasileira e Osvaldo Melo o maior jogador brasileiro de sua época, na década de 20, sendo que o artilheiro do campeonato Rio-São Paulo, de 1969, na verdade, o campeonato nacional daquela época, Edu, só não foi convocado para a seleção brasileira em virtude de ser irmão de Nando, também jogador, e primo de Cecília Coimbra, do grupo Tortura Nunca Mais, ambos presos e torturados pela ditadura militar.

Ademais, possui o hino e camisa reconhecidamente mais bonitos!


André de Paula é membro da Anistia Internacional e advogado da Frente Internacionalista dos Sem-Tetos –FIST

Tel: (21) 99606-7119

OPINIÃO - O EXTERMÍNIO INDÍGENA NA DITADURA E A ALDEIA MARACANÃ



André de Paula


O Brasil, diferente de outros países, não puniu os torturadores, apesar desse crime ser hediondo. Além disso, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) errou ao omitir o genocídio praticado contra cerca de oito mil indígenas pela ditadura empresarial militar de 64. O requinte de perversidade incluiu desde torturas a crianças até mortes por crucificação, uso de dinamite, envenenamento no açúcar doado misturado com estriquinina e arsênico, disseminação de varíola e venda de crianças, muitas vezes, chegando mesmo à liquidação de tribos inteiras com o intuito de tomar as terras e praticar trabalho escravo, conforme heroico relatório do procurador Jader de Figueiredo Correa, falecido em suspeito acidente de ônibus após ter recebido inúmeras ameaças de morte. Ele percorreu cerca de dezesseis mil quilômetros quadrados visitando aldeias a pedido do então ministro do interior Afonso Augusto de Albuquerque, produzindo em 1967 sete mil páginas.

Este documento riquíssimo em detalhes passou anos engavetado no Museu do Índio, teve sua divulgação proibida pelos militares que tomaram apenas a providência de mudar o nome de SPI ( Serviço de Proteção ao Índio) para FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Portanto, o mais adequado seria chamar a CNV de CNMV (Comissão Nacional da Meia Verdade).

O presidente recentemente eleito, capitão Bolsonaro, adepto dos métodos empregados pelos portugueses quando da invasão de nosso país (saques, estupros, assassinatos, roubo de terras e etc) quer, na verdade, ao dizer que os indígenas são preguiçosos e tem muitas terras, expulsá-los para entregar as terras e os aquíferos às vorazes mineradoras.

Temos a obrigação de tentar reverter esta situação com a luta pela demarcação das terras pertencentes aos índios que são os verdadeiros donos do país e aqui no Rio defender a Aldeia Maracanã, antigo Museu do Índio, próximo ao estádio de mesmo nome, onde a tortura já campeou também no período ditatorial. Este espaço foi heroicamente retomado pelos indígenas após o criminoso, violento e ilegal desalojamento feito pela quadrilha de Cabral e Pezão que então governava o Estado que, de maneira nebulosa, queria doar o território para estacionamento da Odebrecht  uma vez que o próprio passou da União  para a mão do Estado do Rio de maneira totalmente questionável. Pretendem os povos originários transformar o imóvel em uma Universidade Indígena, mantendo as terras do entorno para aldeamento onde já estão vivendo, plantando e reflorestando para subsistência, prática de manejo, construção do saber ministrado na Universidade, colheita dos frutos da terra para estudantes e residentes, com a interação da população que desconhece esta grave realidade.

O novo governador do Rio, Witzel, seguidor da política do capitão, apesar de ter sido juiz federal, declarou que pretende apenas reformar o prédio, doando a terra para a construção de shopping. Temos que impedir a continuação do extermínio da cultura mãe que os novos governantes querem perpetuar.


André de Paula é membro da Anistia Internacional e advogado da Frente Internacionalista dos Sem Teto –FIST.


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